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  • Tive o prazer de colaborar em dois projetos de livros infantis do Raul e posso dizer que a fluidez dos textos e o modo divertido da narração me ajudaram muito no processo de criação das imagens. O Raul escreve de uma forma leve e que, seguramente, prende a atenção do público. A escrita tem vida, energia e alegria e respeita a inteligência das crianças, seja em textos mais leves quanto em outros que abordam assuntos mais complexos, sempre de um modo próprio e muito intuitivo.
    Vanessa Alexandre
    Ilustradora e escritora
  • Não é essa a primeira vez que o silêncio do Poeta se coloca diante do espelho. De longe, quem o observa percebe nitidamente o momento em que começa a romper limites do antes e do depois, em busca do mais profundo do seu ser. Distancia-se da discussão sobre o que é ou não “fraude” e recupera, no presente, o sossego que fortale­cerá sua íntima transformação. Readquire o patrimônio da palavra redigida no chão, “rascunho da criação”. Liberta-se do Outro e re­flete agora o pós-exílio voluntário. Assume, sem medo, a feição sonhadora que se explica em si mesma. E humaniza-se como o seu detentor. Paralelamente o Poeta, que não se prende ao tem­po – antes o consome para sobreviver –, também quer renovar sua tessitura. Sustos e horrores ganham privilégios, desigualda­des e perturbações aumentam de proporção. A viagem interior continua. O Poeta entende que quebrar o espelho pode re­sultar em duplo homicídio. Uma linha tênue separa-o de sua história. Tão jovem e já descobriu a força motriz no tom cortante sem subterfúgios, no ritmo bem marcado das frases, na temática que arma e desarma o homem con­tra si mesmo, na alternância de vozes dissonantes. Dia e noite acompanham o novo enfrentamento. Diante do espelho, o Poeta reata o diálogo que ali­menta o mistério. Diante do Silêncio, põe-se a circularidade. Diante de criatura e criador, Raul Marques assume a segunda natureza e suas contradições.
    Hygia Therezinha Calmon Ferreira
    Doutora em Letras, pesquisadora e poeta
  • Raul Marques é um notável escritor brasileiro, que principiou sua carreira pelas águas tanto fascinantes como traiçoeiras do jornalismo. Pouco a pouco, evoluiu pela seara da memorialística, onde atingiu grande sucesso, dentre os quais a história da formidável natação rio-pretense nas décadas de 50 e 60, em “Décio Lang”, publicado pela UBE Editora. O seu trabalho recebeu também aclamação geral na literatura infantil, este gênero fundamental para o desenvolvimento do amor à leitura e para a formação pessoal e cultural do povo. Raul Marques é residente em São José do Rio Preto, Estado de São Paulo, mas sua produção literária já se tornou conhecida em todo o Brasil.    
    Durval de Noronha Goyos Júnior
    Advogado, escritor, professor e editor. Membro da Academia de Letras e Artes de Portugal. Presidente da União Brasileira de Escritores (2/2015- 9/2019)
  • Raul Marques é daquelas pessoas que nasceram para contar histórias. Seus textos, sempre muito bem elaborados, levam o leitor a viagens cujas trilhas se desenham nas linhas encantadas de seus livros infantis ou em narrações primorosas para um público mais, digamos, “adulto”. Cuidadoso, realiza um trabalho de pesquisa criterioso antes e durante a produção de qualquer obra literária ou jornalística. Entretanto, são nos livros infantis que sua imaginação voa, voa, indo ao encontro de uma infância longínqua, mas presente para sempre naqueles que não a deixam morrer nunca ou nos que a estão vivendo no agora.
    Silvia Damacena
    Doutora em Teoria da Literatura, professora e revisora
  • O Raul é ímpar! Confere a impressão de que tem que escrever um livro ou matar-se. Que nenhum Deus entre no escritório quando está descrente; ou vice-versa, nos momentos de fé. Ele pega e faz. Seu jeito doce e cordial transmite, como alguém já disse, um “caráter provisoriamente definitivo” às suas excelentes realizações literárias e ao seu modus operandi sempre confiante para vida. Quando se imbui de um novo projeto parece um halterofilista levantando uma pluma, com a obsessão e talento necessários à certeza da missão cumprida. Tenho-o com um carinho imenso, além do respeito de pai orgulhoso.
    Alaor Ignácio
    Jornalista, publicitário, escritor
  • Sem perguntar não ficamos sabendo de tudo. Não deciframos a vida, as pessoas, as coisas, os objetos, os mistérios. Foi meu avô quem me disse um dia: Pergunte, Ignácio, pergunte, que assim você vai para a frente, resolve sua vida. Se a gente não perguntar a uma mulher: Você me ama? Como fica nossa vida? Lembro até hoje a primeira pergunta que fiz para minha professora no curso fundamental: Quem é o pai de Deus? Ela não respondeu, mas até hoje continuo perguntando. Um dia saberei, porque alguém deve saber. Escrevendo, Raul, nós descobrimos que a pergunta: o que é a vida tem resposta. Este seu livro é um dos mais agradáveis, gostosos, intrigantes, provocantes. E bem-humorados. Humor é necessário para enfrentar a vida. Passamos a vida a indagar: Quem sou eu? O que faço no mundo? Com este livro (A menina que adora perguntar), você entra para o grupo dos que começam muitíssimo bem, porque é uma delícia te ler.
    Ignácio de Loyola Brandão
    Escritor e membro da cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras
 

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