Lembranças dos outros

Fazer o que é certo
fevereiro 28, 2018
Pai de menina
fevereiro 28, 2018
Do muito que me dizem, guardo pouco. Mas, desse pouco, guardo tudo por muito tempo. E sempre me surpreendo.
O cantor Tom Zé contou que se a pessoa disser que já viu de tudo nesse mundo, não precisa fazer mais nada! A vida toda hora se modifica.
– As facilidades se transformam em dramas. É a espécie humana e suas lutas.
Mas é possível ser feliz? Penso no meu canto.
Para o poeta Fabrício Carpinejar, sim. O gaúcho não precisa de fatos importantes, como grande viagem ou realização de sonho.
– Me dá um pão com queijo de colônia e salame. Fico superfeliz. Fico feliz ao ir a um jogo do meu time. Ler um bom livro me deixa feliz. A felicidade está nos pequenos gestos.
Tem gente, como o o Pouca Roupa, que só sente completo quando faz algo por alguém.
– Se eu não puder endireitar o mundo, pelo menos quero fazê-lo rir um pouco.
Henry Ayala Júnior, o Príncipe dos Palhaços, concorda.
– A melhor medicina é o riso. E não custa nada.
O mundo está tão estranho, que o artista plástico Jocelino Soares faz uma advertência.
– Tem acontecido com frequência nascer Saci com duas pernas. Quando isso acontece, tem de cortar uma delas. Senão, começa a ser discriminado pelo grupo por deficiência física.
Apesar dos percalços da vida, o ator Messias Rúbio não se preocupa.
– Somos rastreados por Deus.
Sou obrigado a concordar com ele.