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Dinheiro proporciona a oportunidade de ter um carro bacana e moderno, de morar em uma casa confortável, de viajar a lugares especiais e de frequentar restaurantes com comida ‘gourmetizada’ e carta de vinhos diferenciada.

Com grana no bolso, é possível adquirir aparelho celular com funções que nunca serão usadas, beber cerveja com mais cevada do que milho na composição e pisar em terrenos exclusivos a uma minoria de privilegiados.
Mas tem uma coisa que euro, dólar, libra, peso, real ou ouro não são capazes de comprar, em qualquer lugar do mundo: o essencial da vida. Faça as contas!
Quanto custa um abraço apertado, especialmente no momento de maior fragilidade física, dificuldade financeira ou necessidade emocional? Nada.
Qual é o preço para jogar conversa fora, em uma noite de quarta-feira, com um amigo de infância que seguiu caminhos opostos ao nosso? Não sei se estou errado, mas acredito que nenhum centavo.
Não há necessidade de fazer investimento monetário para oferecer um carinho despretensioso, uma palavra de incentivo ou um cafuné na mãe, no pai, na avó, no irmão, no sobrinho ou em alguém querido.
Igualmente não tem custo para rever uma pessoa que foi (ou continua sendo) importante em nossa vida depois de 20 anos de desencontro, abraçar o parceiro em uma noite gélida ou ser receber visitas com beijos e afagos.
Você também não gasta nada para rir genuinamente de uma brincadeira em um momento de descontração, de uma frase sem sentido proferida nas horas mais leves ou de uma descoberta do filho.
Passear de mãos dadas, ouvir quem tem urgência em discorrer e desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro. Tudo isso não gera boleto ou incômodo na fatura do cartão de crédito.
Dinheiro é importante, isso também é inegável.
Mas não existe moeda em nenhum país, nem mesmo nos mais desenvolvidos ou civilizados, que seja capaz de comprar nas lojas físicas ou virtuais:
juventude;
amizade verdadeira;
um mísero segundo que passou e agora se enquadra no passado;
um dia a mais com um indivíduo que se foi;
verdade, afeto, cumplicidade, amor e paz.
O mais importante do mundo é de graça!

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